Esta coleção documental propõe um mergulho no espaço liminar do fazer teatral: o camarim. Longe do rigor técnico do palco, a lente aqui atua como uma ferramenta de observação participante, registrando a transição ritualística entre o indivíduo e o arquétipo. O camarim não é apenas uma sala de preparação, é um território de fronteira. 
Nestas imagens, observamos a desconstrução da identidade cotidiana e a lenta montagem de uma nova persona.  
Este trabalho é um inventário de vestígios e gestos que, somados, compõem a cultura invisível do teatro. É um olhar sobre o homem que se faz personagem, capturado no exato momento em que ele já não é mais um, mas ainda não é o outro.

Pesquisa visual, fotografia e edição: Fabiano Lopes
Território de pesquisa: Montes Claros, Minas Gerais
Processo: Imersão documental e observação participante
Ano: 2009–2018
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