Estas imagens propõem uma leitura sobre a oficia de iniciação teatral do Oficinato, observando como o espaço coordenado por Aldo Pereira em Montes Claros opera como um território de ritos de passagem e construção de subjetividades. Através da lente, capturamos a transformação do gesto cotidiano em expressão cênica, onde o treinamento da improvisação e a consciência do corpo servem para desabrochar de corpos e vozes e contribuem para superação de barreiras psicológicas. 
Cada frame captura a essência desse processo pedagógico e artístico que, desde 2015, vem conectando gerações — de crianças a adultos — em um processo de formação que transborda o fazer teatral para consolidar uma identidade coletiva pautada na arte e na ocupação do cenário cultural.
Assistir ao surgimento de um novo talento no palco do Oficinato é testemunhar um pequeno milagre cotidiano: o instante exato em que a hesitação dá lugar à entrega e a voz, antes contida, ganha o mundo com coragem. Sob a condução generosa de Aldo Pereira, há um prazer indescritível em ver o brilho nos olhos de quem descobre que o corpo pode ser poesia e que o teatro é, acima de tudo, um encontro afetivo com a própria essência. É uma celebração da vida que se renova a cada exercício, lembrando-nos que a arte não apenas forma atores, mas acende luzes que jamais se apagarão na trajetória desses jovens artistas.
​​​​​​​Fotografia e pesquisa visual: Fabiano Lopes
Ensaio documental realizado em Montes Claros, Minas Gerais
Processo: Convivência e observação documental
Ano: 2014
Back to Top